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IMPASSE: Determinação da Aeronáutica trava investimentos do setor da construção na Pampulha

terça-feira, 4 de abril de 2017

Empresários criticam demora na liberação de projetos

A Portaria 957 do Comando da Aeronáutica foi publicada em 2015, mas está travando o investimento no setor de construção em Belo Horizonte. Para se ter uma ideia, a legislação compromete mais de 70% do potencial construtivo do município, limitando a altura de novas edificações a 30 metros ou 10 andares em muitas áreas da capital. Diante disso, importantes empreendimentos residenciais e comerciais estão sendo impedidos de sair do papel, o que, de acordo com empresários do setor, pode até comprometer o desenvolvimento da capital mineira.  CONTINUE LENDO


Assim, com a portaria da Aeronáutica, a construção de edifícios com altura superior a oito metros, em um raio de até quatro quilômetros dos aeroportos, está condicionada a uma autorização do 1º Centro Integrado de Defesa Aérea e Controle de Tráfego (Cindacta 1). “Infelizmente, a nova exigência trouxe ainda mais morosidade, aumento de custo e burocracia”, afirma o presidente do Sindicato da Indústria da Construção no Estado de Minas Gerais (Sinduscon-MG), André de Sousa Lima Campos. Ele alerta que o processo de análise por parte da Aeronáutica tem demorado mais de seis meses e não é certeza de aprovação. “Cerca de 40% dos projetos liberados pela Prefeitura de Belo Horizonte são barrados pelo Cindacta. Isso impacta toda a cadeia produtiva da construção e também a sociedade, pois empregos e tributos deixam de ser gerados, forçando uma maior recessão na capital”, lamenta o executivo. 

Ele explica que, hoje, pelo menos 33 projetos imobiliários estão parados aguardando liberação por causa da nova portaria. “Isso representa milhões de reais que deixam de ser investidos em Belo Horizonte. Nem mesmo prédios menores que os já existentes nas áreas de influência estão sendo liberados. O momento já é difícil, não precisávamos de mais esse obstáculo. Necessitamos de uma postura mais assertiva e bom senso por parte dos órgãos públicos para que a portaria seja revista”, reforça o presidente da Sancruza Incorporações, Evandro Negrão de Lima Júnior, que está com empreendimento de 131 unidades paralisado há quase um ano aguardando resposta do Cindacta. 

LANÇAMENTOS 

"Infelizmente, a nova exigência trouxe ainda mais morosidade, aumento de custo e burocracia" - André de Sousa Lima Campos, presidente do Sindicato da Indústria da Construção no Estado de Minas Gerais (Sinduscon-MG)




De acordo com Pesquisa Sinduscon-MG do Mercado Imobiliário, no acumulado de janeiro a novembro de 2016, os lançamentos de imóveis residenciais na região da Pampulha representaram 58,6% do total apurado em BH e Nova Lima. “A Pampulha é a região com maior disponibilidade de terrenos e infraestrutura adequada para receber empreendimentos na capital. A dinâmica do mercado imobiliário de Belo Horizonte está em risco. A portaria é um retrocesso enorme e está em contradição com o ritmo de operações no aeroporto da Pampulha”, afirma André Campos. 

Ele observa que, desde 2002, o movimento no terminal da Pampulha está diminuindo. Naquele ano, foram 88.737 pousos e decolagens, com mais de três milhões de passageiros. Já em 2015, foram 50.802 operações envolvendo cerca de 793 mil passageiros. “Além de o aeroporto da Pampulha receber menos voos e apenas de pequeno e médio portes, a tecnologia dos equipamentos e aviões melhorou bastante nos últimos anos, incorporando mais segurança do que tínhamos em 2002”, ressalta André Campos.

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